Operação mira lavagem de dinheiro para o tráfico de drogas

Oito pessoas foram presas pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (4), durante uma operação para desarticular financeiramente uma organização criminosa especializada no envio de cocaína para a Europa.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de prisão e 28 de busca e apreensão em cidades do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Três pessoas são consideradas foragidas.

Conforme as investigações, iniciadas em 2019, os integrantes da organização criminosa utilizavam empresas fantasmas e de fachada para comprar mercadorias de origem orgânica, visando dificultar a atuação dos órgãos de fiscalização e segurança. As mercadorias eram acondicionadas em contêineres que também ocultavam centenas de quilos de cocaína que eram enviados à Europa.

Além dos mandados judiciais, foram cumpridos também sequestros de mais de R$ 40 milhões em bens, incluindo dezenas de imóveis e veículos de luxo.

De acordo com a Polícia Federal, somente uma das casas que teve o sequestro determinado pela Justiça Federal em Curitiba foi comprada pelo chefe da organização criminosa por aproximadamente R$ 6 milhões.

Segundo o coordenador nacional de Repressão a Drogas, Armas e Facções Criminosas da Polícia Federal, Edson Secco, o objetivo da operação era justamente o de enfraquecer a organização criminosa chegando até o núcleo financeiro da quadrilha.

No Paraná, os mandados foram cumpridos em Curitiba, Paranaguá, Matinhos e Campo Largo. Já em São Paulo, os mandados foram cumpridos nas cidades de São Paulo, Santos, Santo André, Peruíbe e Atibaia. E em Santa Catarina, os policiais federais cumpriram mandados em Itapema, Balneário Camboriú, Itajaí, Camboriú e Urubici.

A Justiça Federal em Curitiba também determinou o bloqueio de contas de 68 pessoas físicas e jurídicas que, segundo as investigações, tiveram movimentação suspeita de aproximadamente R$ 1 bilhão entre os anos de 2018 e 2020.

Segundo o chefe dos Grupos Especiais de Investigações Sensíveis da Polícia Federal, Sérgio Luís de Oliveira, entre as empresas investigadas estão dois postos de combustíveis e uma pousada que eram usados para a lavagem de dinheiro.

Além disso, os criminosos também teriam criado empresas de exportação de madeira e erva-mate para conseguir enviar a droga para outros países.

Um dos alvos da ação é um brasileiro que se passava por empresário na Espanha, mas, na realidade, era o responsável por receber a droga que chegava ao país. Ele é considerado foragido e deve ser incluído na lista de procurados da Interpol.

Fonte: CBN Curitiba