Conheça candidatos progressistas à prefeitura de Curitiba

Brasil de Fato Paraná realizou uma série de entrevistas com candidatos e candidatas à prefeitura de Curitiba. As entrevistas tiveram transmissão ao vivo, pela página de Facebook e no canal do YouTube do Brasil de Fato Paraná.

Abaixo, confira trechos do que disseram os candidatos (elencados em ordem alfabética):

Camila Lanes – PCdoB


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Regularizar as ocupações urbanas

”A nossa proposta é a criação de uma Secretaria de Habitação em Curitiba. Nós queremos diminuir a fila da empresa de habitação, a Cohab. E, além de tudo, garantir a regularização das mais de 300 ocupações urbanas em que há pessoas em regiões de vulnerabilidade. Nós precisamos fazer essas pessoas se sentirem de fato curitibanas. Eu conheci pessoas este ano em que a maior conquista do ano foi ter água quente no chuveiro”.

Eloy Casagrande – Rede


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Meio Ambiente integrado

Precisamos preparar Curitiba para uma economia verde, que é incentivar tecnologias, os materiais, o modo de gestão, o modo de urbanização, a questão do transporte menos poluente e ter uma cidade com maior drenagem. Tudo precisa ser pensado junto, de forma transversal. Vamos construir parques lineares num projeto para 10 anos. Criaremos nestes parques o que chamamos de “jardins de chuvas”, que são tecnologias para aumentar a drenagem da água”.

Goura Nataraj – PDT


Foto: Joka Madruga

Economia solidária e popular

“O poder público tem que proporcionar meios para a população se apropriar dos espaços públicos. Existe uma subestimação do poder criativo da população. Já existem diversas redes e coletivos de economia solidária, que proporcionam inclusão social, geração de renda e resgate da autoestima(…) Entendemos que a economia solidária deve permear todos os bairros da cidade e dar meios para que a própria população possa recriar e ocupar a cidade”.

Letícia Lanz – PSOL


Letícia Lanz / Divulgação

Mudar o planejamento

Para a candidata, há necessidade de mudar o planejamento urbano e Curitiba, “Feito há 50 anos e que não funciona mais”. São necessários investimento nas áreas periféricas e descentralização do emprego. “As periferias que foram se formando em torno do centro são fortes, têm vida própria, negócios próprios… Não são como o centro, não têm dinheiro, mas se em vez de injetar dinheiro em grandes corporações, você injetar nesses núcleos, garanto que a coisa vai mudar”, explica.

Paulo Opuszka – PT


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Atenção para população em situação de rua 

“A política da atual gestão é higienista. O prefeito fez questão de lavar a Rua XV [no centro], no primeiro ato dele, porque ali estão o que ele chamava de ‘moradores de rua’. O PT foi o partido que criou uma política nacional na qual as pessoas em situação de rua entram dentro de um sistema. A primeira proposta do PT é a criação da Secretaria do Desenvolvimento Social. Ao mesmo tempo, trabalhar com moradia, desenvolvimento urbano e direitos fundamentais”.

Samara Garratini (Professora Samara) – PSTU


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Comitês de participação popular

“Defendemos a criação de conselhos populares. Comitês ou conselhos populares são organizados pelos moradores nas periferias, nos locais de trabalho e de estudo. Eles são órgãos que são da classe trabalhadora e do povo pobre para decidir sobre o que fazer com 100% do dinheiro do orçamento público e fiscalizarem sua aplicação. Os mandatos devem ser submetidos aos Comitês Populares. Todo conselheiro deve ter mandato revogável e salário igual ao de professor”.

Outros candidatos à prefeitura (que não participaram de entrevista ao vivo):

Carol Arns (Podemos)

Christiane Yared (PL)

Fernando Francischini (PSL)

João Arruda (MDB)

João Guilherme de Moraes (Partido Novo)

Marisa Lobo (Avante)

Rafael Greca (DEM)

Renato Mocellin (PV)

Zé Boni (PTC)

Fonte: Brasil de Fato