‘Curitiba precisa voltar a ser referência positiva’, diz Paulo Opuszka, do PT

‘Curitiba precisa voltar a ser referência positiva’, diz Paulo Opuszka, do PT

Opuszka (PT): "Periferia de Curitiba é carente de todo tipo de serviço público"
Opuszka (PT): “Periferia de Curitiba é carente de todo tipo de serviço público” (Foto: CMC/arquivo)

02/11/20 às 14:17Redação Bem Paraná com assessoria

Curitiba já foi referência nacional em planejamento urbano e na área ambiental, mas as coisas já não são bem assim, diz o candidato do PT à prefeitura da Capital, Paulo Opuszka. “A partir da conurbação a cidade cresceu de maneira desigual. Temos uma região metropolitana forte, com bastante pobreza na divisa com a capital. E a periferia de Curitiba é carente de todo tipo de serviço público. Isso não é mais motivo de referência e nem de orgulho”, aponta ele. “Devemos deixar de ser considerada uma republiqueta para voltar a ser uma referência de boas práticas para o país”, defende.

Para Opuszka, o próximo prefeito da capital paranaense deverá ter em mente que é fundamental para a recuperação da cidade, seja econômica ou socialmente, voltar a atender todo e qualquer cidadão. “Não se pode continuar trabalhando apenas para aqueles que já estão amparados de uma forma ou outra. Isso é muito fácil, especialmente se você agrada os que possuem maior capital”, diz ele.

O candidato diz que, se eleito, terá por base a valorização do servidor público, preocupação com o trabalhador, com a crise hídrica, com a retomada econômica, melhorias de saúde e segurança, entre outros pontos. “É preciso lembrar que a crise hídrica, em plena pandemia, deixou os moradores das periferias sem condições básicas de higiene. As orientações eram estar sempre com as mãos limpas, mas como fazer isso se não há água em casa?”, questiona.

Opuszka destaca ainda que pontos que já foram vantagens hoje se apresentam como problemas cruciais. “Nos governos petistas o curitibano, mesmo que governado por outras legendas, tinha comida na mesa, as crianças estavam nas escolas, os médicos na porta das casas e o trabalhador tinha dinheiro na carteira. Hoje tudo isso é precário. Estamos andando para trás”, alega.

Fonte: Bem Paraná