Divulgação

DOIS-TOQUES COM FASOLIN

Tricolor Ladeira abaixo e Eliminação Rubro-Negra

Paraná Clube

E para o Paraná Clube o roteiro segue sendo de filme de terror, e com requintes de crueldade. Desta vez o tricolor acabou sendo implacavelmente goleado pela equipe do Vitória-BA pelo placar de 4×1 em plena Vila Capanema. O time segue apático em campo sem trazer perspectivas de melhora para sua apaixonada e nos últimos anos, sofrida torcida. A derrota, a quinta em seis jogos sob o comando de Rogério Micale (o outro jogo sob seu comando terminou empatado) custou o cargo ao técnico paranista que com este retrospecto saiu do clube com o pior aproveitamento de um técnico na historia do clube (5%). O ponto negativo segue sendo com relação à presidência do clube que não aparece para prestar explicações à torcida. Todavia, como o calendário é apertado neste 2020, por conta da pandemia de COVID-19, o clube já acertou com o novo treinador Gilmar Dal Pozzo, que estreará apenas no dia 09/12, contra o Figueirense em casa. Para a próxima partida, contra a Ponte Preta em Campinas, a equipe será comandada pelo auxiliar Vitor Hugo Annes.

Foto: Geraldo Bubniak/AGB

Fonte: Banda B (https://www.bandab.com.br/esporte/times/parana-clube/apatico-parana-perde-para-o-vitoria-de-goleada-e-se-afunda-mais-na-serie-b/)

Athletico

Não deu para o Athletico na Copa Libertadores. Após o empate por 1×1 na primeira partida disputada na Arena, o time rubro-negro foi até Buenos Aires para enfrentar o River Plate, e acabou perdendo por 1×0, gol marcado por De La Cruz de pênalti, aos 38 minutos do segundo tempo, Contando com muitos desfalques o time athleticano mostrou força no primeiro tempo, encarando de igual pra igual o atual vice-campeão da competição. Porém no segundo tempo, o cansaço falou mais alto e a necessidade de vitória (o empate em 0x0 classificava o River), acabou por atrapalhar os planos rubro-negros. O grande destaque da partida foi o goleiro Bento que impediu uma contagem maior para o time argentino. Agora, as atenções do Athletico se voltam para o Brasileirão, onde atualmente ocupa a 12ª colocação, seguindo firme na busca por vagas nas competições sulamericanas do próximo ano. A equipe volta a campo neste sábado contra o Fluminense, no Maracanã.

Foto: Divulgação/Athletico

Fonte: (https://www.bandab.com.br/esporte/times/athletico/athletico-perde-para-o-river-plate-e-esta-fora-da-libertadores/).

Coritiba

O verdão não entrou em campo neste meio de semana, e sua próxima partida é contra o Bragantino dia 05/12 (Sábado) no Couto Pereira.

Palpitômetro

Semana de 30/11 a 03/12

Série A

05/12 – Botafogo X Flamengo – FLAMENGO

05/12 – Santos X Palmeiras – EMPATE

05/12 – Fluminense X Athletico-PR – FLUMINENSE

05/12 – Bahia X Ceará – EMPATE

05/12 – Coritiba X Bragantino – EMPATE

06/12 – São Paulo X Sport – SÃO PAULO

06/12 – Grêmio X Vasco – GRÊMIO

06/12 – Atlético-MG X Internacional – ATLÉTICO-MG

Série B – Paranaenses

04/12 – Ponte Preta X Paraná Clube – PONTE PRETA

ELEIÇÕES NO CORITIBA

No próximo dia 12/12/2020, será eleita a nova chapa e o novo presidente do Coritiba, para comandar o alviverde no triênio 2021/23. Foram inscritas três chapas: a “Coritiba Responsável” (do atual presidente Samir Namur); a “União Coxa” (com o candidato João Carlos Vialle) e a “Coritiba Ideal” (de Renato Follador).

A Coluna fez alguns questionamentos aos candidatos, como forma de apresentar aos sócios e a torcida as idéias e propostas de cada chapa.

CHAPA UNIÃO COXA – PRESIDENTE JOÃO CARLOS VIALLE

1 – Poderia se apresentar rapidamente? Nome, idade, profissão, participação no clube, quem compõe a chapa (cargos principais).

João Carlos Gomes Vialle, médico, diplomado pela Faculdade Federal de Medicina do Paraná e já fui diretor-presidente da Organização Hospitalar Maternidade São Paulo durante cinco anos, diretor do Centro Cirúrgico do Hospital Cajuru (PUC-PR), e sócio proprietário da Clínica Fraturas Vila Hauer.

Durante oito anos, fui vice-presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), além de ter sido coordenador de Futebol na campanha que conduziu o Coxa ao título do Brasileirão da Série B, em 2007, e vice-presidente de Futebol quando conquistamos o estadual, em 1989. Porém, a minha experiência mais marcante, sem dúvidas, foi ser vice-presidente médico do Coritiba no título do Campeonato Brasileiro de 1985.

Concorro à presidência do Coritiba e ao meu lado estão três candidatos e uma candidata às vice-presidências: Marianna Libano de Souza; João Luiz Buffara Lopes, mais conhecido como Jango; Luiz Henrique de Barbosa Jorge, mais conhecido como Espeto; Luciano Plugge Freitas.

2 – Quais os principais projetos para sua gestão caso seja eleito?

Nossa chapa apresentou um plano de metas para 2021 a 2023 com oito eixos temáticos, que são diretrizes para o período e que nortearão, se eleitos, um plano estratégico de longo prazo. Alguns pontos importantes são relacionados a priorizar o futebol, que é o objetivo prioritário do Coritiba, bem como a sua torcida, que é a razão de ser do Coxa.

Nosso foco é implantar uma gestão interdisciplinar e sistêmica, tanto para a área desportiva como para as atividades de apoio ao futebol, em todas as categorias, todos os elencos, do principal ao futebol feminino, passando pelas categorias de base do Alviverde.

Nesse sentido, entendemos que é necessário fazer um profundo diagnóstico para identificar cenários internos e externos, potencialidades e ameaças, pontos a serem explorados e situações de risco, organizando um novo modelo organizacional e rompendo com uma cultura organizacional de décadas no Clube.

No futebol, o Coritiba precisa voltar a ter um DNA típico, para ser reconhecido no cenário futebolístico, tanto pela coletividade Coxa-Branca, como pelos adversários.

As categorias de base precisam receber melhorias de infra-estrutura, ampliando e fortalecendo-as. O Alviverde precisa priorizar recursos às categorias de base, se tornando um clube formador de atletas de forma que eles, seus familiares e representantes vejam no Coxa um clube que crie condições adequadas para eles desempenharem seu futebol, renderem tecnicamente e, na sequência, serem negociados, trazendo um retorno financeiro ao Coritiba.

Entendemos que o Coxa precisa voltar a ser o Time do Povo e nesse sentido precisamos aproximar todos os segmentos populacionais do dia a dia do Clube. Precisamos promover maior segurança e conforto na área patrimonial, favorecendo e incentiva a ida da torcida ao Estádio Couto Pereira.

Também precisamos captar novas formas de receita, bem como buscar a otimização de resultados dos gastos executados pela gestão, de forma a promover ações responsáveis na gestão financeira, tributária e patrimonial.

Pretendemos criar mecanismos para que as diversas gerações possam conviver e se relacionar nos dias de jogos e em eventos paralelos, quando não ocorrerem partidas de futebol no Estádio Couto Pereira.

Também temos planos estratégicos às áreas de marca e mercados, história, plano de sócios, consulados, redes socais do Clube e representantes do Cori nesses segmentos de comunicação. Outro ponto importante que vemos é a necessidade de favorecer e estimular mecanismos que permitam que mais e mais mulheres participem do Clube e, com isso, o Coritiba se fortaleça institucional e mercadologicamente.

Outro tema preferencial é o de ampliar fortemente investimentos em tecnologia e o da capacitação continuada do quadro funcional.

3 – Observadas as notícias de que o clube passa por dificuldades financeiras, caso seja eleito, qual sua plataforma para equacionar as dívidas, diminuir gastos e iniciar um plano para retomada do crescimento das finanças do clube?

Aprimorar mecanismos para ampliação de receitas e redução de despesas no curtíssimo e no curto prazo, atuando de forma responsável nas áreas trabalhistas, tributárias e cíveis.

Priorizar recursos na contratação de atletas mais jovens que possam render tanto tecnicamente, como resultar em negociações futuras, que rendam maiores receitas aos cofres coritibanos.

Utilizar de sistemas tecnológicos na busca de reduções de custos e otimização de dinheiro do Clube em suas atividades.

4 – A pandemia trouxe inúmeros prejuízos para os clubes do estado e do país. Uma delas foi à queda na arrecadação, sobretudo pela impossibilidade de jogos com torcida. Quais as ações que sua gestão pensa para sócios e para a torcida em geral, de forma a trazer retorno para o clube? Existe previsão de alguma contrapartida ou benefício para sócios e torcedores?

A pandemia trouxe e continuará trazendo mudanças comportamentais e mercadológicas não só para o Coritiba, mas para o mercado futebolístico e outras áreas sociais, econômicas, ambientais e de governança nas instituições.

Para um primeiro momento, acreditamos que precisamos implantar mecanismos que geram maior segurança à saúde das pessoas que interagem no dia a dia do Clube, sejam na condição de torcedores, atletas, profissionais do Clube e de seus parceiros.

Em relação à torcida, entendemos que precisamos demonstrar que o Coritiba prioriza ações de proteção à saúde, seguindo as orientações das autoridades públicas e do mundo científico e, também, das autoridades desportivas brasileiras. Temos que ser reconhecidos como um Clube que cumpre as legislações nacionais, estaduais e municipais.

5 – Atualmente o Coritiba está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Se eleita o que sua chapa pode fazer para manter a equipe na Série A?

Os contratos dos atletas a serem ou não renovados para cumprir as rodadas restantes do Brasileirão 2020 em janeiro e fevereiro de 2021 estão sob responsabilidade exclusiva da diretoria atual, eleita para isso e que tem autonomia e responsabilidade estatutária para tais decisões. Quem quer que sejam os eleitos, terão que trabalhar com essa realidade.

Por isso, entendemos ser necessário cumprir os acordos pré-estabelecidos com os atletas e comissão técnica, mas deixando bem claro para tais profissionais da importância que a competição é para o futuro do Coritiba. Temos que contar com os profissionais efetivamente engajados em atuar com dedicação plena e comprometimento total em manter o Coxa na Série A.

Chapa União Coxa – Foto Divulgação

CHAPA CORITIBA IDEAL – PRESIDENTE RENATO FOLLADOR

1 – Poderia se apresentar rapidamente? Nome, idade, profissão, participação no clube, quem compõe a chapa (cargos principais).

Vamos começar pelo final. O Coritiba ideal não é uma chapa, mas um movimento, um movimento que envolve mais de 30 coxas-brancas, que há três anos debatem e discutem os melhores caminhos para salvar o Coritiba. Cinco pessoas foram destinadas a representar este movimento na eleição de 2020, eu, Renato Follador, Juarez Moraes e Silva, Marcelo Almeida, Glenn Stenger e Osiriz Klamas. Sou engenheiro de formação, trabalho com finanças e previdências há muitos anos. Minha participação no clube é muito antiga, aliás, minha primeira assinatura na carteira de trabalho é como jogador profissional do Coritiba, clube no qual jogou meu irmão e meu pai, ídolo na década de 60.

2 – Quais os principais projetos para sua gestão caso seja eleito?

Desenvolvemos um planejamento estratégico profissional, por isso exigimos que o clube siga o mesmo caminho, profissionalismo, competência. Nosso plano tem cinco perspectivas, ou pilares, o modelo de governança do clube, a gestão técnica do futebol, gestão financeira, gestão de marca e renovação do capital humano do clube. É um projeto robusto, com muitas mudanças estruturais, como a formação de um departamento de futebol coeso, agindo e trabalhando para o fortalecimento da instituição, para isso iremos formar três coordenações, que atuarão em conjunto por resultados dos Sub-11 ao profissional. Mas este é um dos pontos. Como disse, é um planejamento estratégico robusto e muito bem elaborado.

3 – Observadas as notícias de que o clube passa pro dificuldades financeiras, caso seja eleito, qual sua plataforma para equacionar as dividas, diminuir gastos e iniciar um plano para retomada do crescimento das finanças do clube?

Está é uma das perspectivas de nosso planejamento. Temos previstas ações de contingência, reconstrução e potencialização. Mas o mais importante, aumentar as fontes de receita e, principalmente, gastar melhor. Gastar bem os recursos do clube é um caminho que será muito eficiente e isso está diretamente relacionado ao futebol. É obrigação de uma gestão de futebol preservar recursos, para isso não pode errar tanto em contratações, trocar de treinador tantas vezes ao ano entre outros descontroles.

4 – A pandemia trouxe inúmeros prejuízos para os clubes do estado e do país. Uma delas foi à queda na arrecadação, sobretudo pela impossibilidade de jogos com torcida. Quais as ações que sua gestão pensa para sócios e para a torcida em geral, de forma a trazer retorno para o clube? Existe previsão de alguma contrapartida ou benefício para sócios e torcedores?

Nossas medidas serão tomadas com ações de regionalização da marca do Coritiba e aproximação com nosso torcedor, com as famílias com o coxa-branca. Claro que tudo dependerá do retorno aos estádios, mas temos que entregar ao coxa-branca o sentimento de pertencimento que está perdido. Em longo-prazo, nosso foco será valorizar os sócios, isso envolve o jogo, mas ativações na loja e ações sociais. Os mesmos caminhos tomados para valorizar o torcedor. Um ponto que temos definido são ações mais fortes na Região Metropolitana, a grande Coritiba será Coritiba Foot Ball Club.

5 – Atualmente o Coritiba está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Se eleita o que sua chapa pode fazer para evitar manter a equipe na Série A?

O grupo vencedor tomará posse dia 17 de dezembro, dois dias antes da 26ª rodada, faltando 13 para encerrar o Brasileiro e não é mais possível contratar. Desta forma daremos o suporte necessário à equipe e comissão, interferiremos naquilo que for possível e pertinente para melhor desempenho do time em campo.

Chapa Coritiba Ideal – Foto Divulgação

CHAPA “CORITIBA RESPONSÁVEL” – PRESIDENTE SAMIR NAMUR

1 – Poderia se apresentar rapidamente? Nome, idade, profissão, participação no clube, quem compõe a chapa (cargos principais).

Samir Namur, 37 anos, advogado e professor universitário, atual presidente do Coritiba. G5 composto por Samir Namur, Jorge Durão, Antonio Alves Pereira, Emerson Lipinski e Aníbal de Paula Mesquita Júnior

2 – Quais os principais projetos para sua gestão caso seja eleito?

Continuar com o projeto de longo prazo iniciado três anos atrás. Salários em dia, honrar o Ato Trabalhista, permanecer na 1a divisão, disputar competições internacionais, vender R$ 150 milhões em atletas, priorizar as categorias de base, aumentar o investimento em patrimônio e infraestrutura, manter a marca 1909 e o posicionamento atual de marketing.

3 – Observadas as notícias de que o clube passa pro dificuldades financeiras, caso seja eleito, qual sua plataforma para equacionar as dividas, diminuir gastos e iniciar um plano para retomada do crescimento das finanças do clube?

A reestruturação financeira passa, necessariamente, pela manutenção dos salários em dia e o pagamento do Ato Trabalhista nos próximos três anos. Além disso, requer a continuidade do projeto de formação e venda de atletas, que precisa captar pelo menos R$ 150 milhões nos próximos três anos.

4 – A pandemia trouxe inúmeros prejuízos para os clubes do estado e do país. Uma delas foi à queda na arrecadação, sobretudo pela impossibilidade de jogos com torcida. Quais as ações que sua gestão pensa para sócios e para a torcida em geral, de forma a trazer retorno para o clube? Existe previsão de alguma contrapartida ou benefício para sócios e torcedores?

Continuidade do que já foi implantado ao longo de 2020. Mesmos valores de mensalidades (a partir de R$ 50), mesmo posicionamento de marketing (#orgulhodopovo) e sequência nas ações que geram benefícios aos sócios, como a Galeria que Nunca Abandona.

5 – Atualmente o Coritiba está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Se eleita o que sua chapa pode fazer para evitar manter a equipe na Série A?

Apenas a chapa Coritiba Responsável tem condição de manter a equipe na Série A, pois é a única que tem uma relação de confiança e apoio ao atual elenco. As chapas de oposição tem feito campanha criticando irrestritamente o elenco atual, o que, certamente, gerará problemas caso alguma delas tenha que liderá-lo na sequência do Brasileiro.

Chapa Coritiba Responsável – Foto Divulgação

Fontes de consulta:

Wikipédia – pt.wikipedia.org

Revista Placar

Federação Paranaense de Futebol – www.federacaopr.com.br

Banda B (https://www.bandab.com.br/)

Globoesporte.com (https://globoesporte.globo.com)

O Fato Maringá – https://www.ofatomaringa.com.br

História do Futebol – https://www.historiadordofutebol.com.br

Arquivo Pessoal do autor.

Agradecimentos aos Srs. Roney Magaldi, Alisson Diniz, Eduardo Cassou, Marinson Luiz Albuquerque, Rodrigo M Weinhardt e Luiz Carlos Betenheuser, pelas informações sobre as propostas das chapas candidatas à eleição no Coritiba.

Éverson Fasolin é advogado, pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho e acadêmico do curso de Jornalismo. Também é colecionador de artigos, revistas e escudos de futebol